Um buraco negro clássico é um objeto com campo gravitacional tão intenso que a velocidade de escape (a velocidade necessária para "libertar-se" de um campo gravitacional) excede a velocidade da luz. Nem mesmo a luz (aproximadamente 300.000 km/s) pode escapar do seu interior, por isso o termo negro (se não há luz sendo emitida ou refletida o objeto é invisível). A expressão buraco negro, para designar tal fenômeno, foi cunhada pela primeira vez em 1968 pelo físico americano John Archibald Wheeler.
Concepções artísticas de buracos negros:


Essa é uma projeção do plano espaço/tempo sendo deformado pelo buraco negro (o ponto máximo da deformação). Isso ocorre pelo fato de que o buraco negro é extremamente denso (tem a massa equivalente da de uma estrela), porém seu volume é mínimo (tende a zero pela teoria científica). Isso se deve ao acontecimento do colapso do corpo sobre ele mesmo devido a sua massa, causando um ponto extremamente concentrado de matéria. A partir disso a gravidade do corpo é praticamente infinita, transformando-o em um buraco negro.
Para explicar melhor o plano espaço/tempo, imagine um tecido bem esticado sem nada sobre ou sob ele. Isso é básicamente o espaço vazio. A partir do momento que se joga um objeto de massa e volume qualquer sobre ele (por exemplo, um planeta), ele tende a se deformar proporcionalmente. Essa deformação é a gravidade. Quanto mais pesado e mais compacto for o objeto, menor a área sobre a qual ele se apóia e consequentemente maior é a deformação. Quando a massa é infinitamente grande e o volume é infinitamente pequeno (como o buraco negro), a tendência é que a deformação seja infinita (gerando uma gravidade infinita).